Distribuir os melhores equipamentos de proteção do mercado não é, em hipótese alguma, sinônimo de ter uma equipe protegida. O dia a dia da operação industrial e civil revela que os maiores riscos estão escondidos em pequenos erros de gestão rotineira e no comportamento não monitorado dos usuários no chão de fábrica. O equipamento não salva vidas se a gestão por trás dele for falha.
O erro corporativo número um e o mais penalizado na justiça é a falta de registro documental. Entregar um óculos de segurança de alta tecnologia sem coletar a assinatura do funcionário na respectiva Ficha de EPI é exatamente o mesmo que não ter entregado nada sob os olhos rigorosos da Justiça do Trabalho. O segundo erro mais comum é ignorar o treinamento obrigatório de uso e guarda. Inúmeros trabalhadores utilizam protetores auditivos inseridos da forma errada, criando uma falsa e perigosa sensação de segurança enquanto perdem a capacidade de audição gradativamente ao longo dos anos.
Também observamos falhas inaceitáveis e muito graves na política de substituição dos equipamentos. Utilizar luvas rasgadas que permitem o contato com produtos químicos, cintos de segurança com costuras puídas ou botinas sem a devida aderência no solado anula qualquer eficácia de proteção prometida pelo fabricante. Todo EPI possui um prazo de validade técnica, mesmo quando parece visualmente íntegro e funcional para o leigo.
Para corrigir essas perigosas falhas, a liderança de linha de frente precisa atuar na supervisão diária e incansável. O equipamento de proteção é uma ferramenta de trabalho legalmente obrigatória. Permitir o uso incorreto ou o desgaste excessivo é uma conivência inaceitável que custa a saúde irreparável do colaborador e a segurança financeira e jurídica da empresa.
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